30.10.07
19.10.07
Terra a vista.
Há alguns anos, numa de minhas doideiras universitárias, tarde da noite fui parar numa estrada onde um colega se deitou no asfalto, olhou para o horizonte absolutamente escuro e disse ser aquela a visão do infinito. Volta e meia me lembro desse episódio. Naquele momento de mente entorpecida, o infinito se definiu pra mim como jamais um professor ousou explicar. Era ali, naquela imensidão negra e absoluta que as retas paralelas se encontravam numa orgia geométrica.
Hoje, o infinito pra mim é bem diferente.
A ciência jurídica é vasta, vastíssima. As inúmeras súmulas que se desprendem da interpretação dos incisos e artigos legais, tomam proporções inimagináveis. Correntes doutrinárias divergem cotidianamente, gerando inúmeros desdobramentos e compreensões díspares. O Direito é uma matéria viva e pulsante que não admite ponto final tampouco resultados absolutos. Há sempre a possibilidade da ampla defesa. E pior: do contraditório.
Isso tudo é fascinante, não resta dúvidas. Mas também assustador. Ainda mais pra mim, que navego nesse oceano jurídico numa jangadinha miserável de um ordinário concurseiro. Uma mera alínea pode tomar as proporções de um Tsunami e me jogar longe da rota pré-definida, aquela que eu julgava ter sido calculada sob bases sólidas e intransponíveis. Eu leio um artigo hoje, o mesmo daqui um mês e repito a leitura ainda outra vez e posso ter diversos entendimentos. Pior fico se assisto a uma aula sobre o assunto com um bom professor ou leio um artigo sobre tal legislação nalgum site especializado. E olha que eu viajo sóbrio como uma rocha. Se me metesse nessa jornada aberto a outras viagens, enlouqueceria.
Mas chega o momento que encontro um ponto pacífico na discussão que desponta no caminho feito um porto seguro para minha mente. Numa felicidade de Robson Crusoé, sinto a firmeza da terra sob meus pés e sei que finalmente tenho o domínio da situação. Ah!, quão boa não é a sensação do conhecimento! Saio a explorar aquele pedaço de certeza em busca do ar puro, do sol pra queimar minha carcaça, das cachoeiras pra lavar-me a alma e de belas nativas pra festejar a descoberta. Uma nova viagem desponta no horizonte ensolarado de brisa fresca e constante, longe da escuridão da estrada deserta e sem curvas.
É quando encontro a Sexta-Feira.
Hoje, o infinito pra mim é bem diferente.
A ciência jurídica é vasta, vastíssima. As inúmeras súmulas que se desprendem da interpretação dos incisos e artigos legais, tomam proporções inimagináveis. Correntes doutrinárias divergem cotidianamente, gerando inúmeros desdobramentos e compreensões díspares. O Direito é uma matéria viva e pulsante que não admite ponto final tampouco resultados absolutos. Há sempre a possibilidade da ampla defesa. E pior: do contraditório.
Isso tudo é fascinante, não resta dúvidas. Mas também assustador. Ainda mais pra mim, que navego nesse oceano jurídico numa jangadinha miserável de um ordinário concurseiro. Uma mera alínea pode tomar as proporções de um Tsunami e me jogar longe da rota pré-definida, aquela que eu julgava ter sido calculada sob bases sólidas e intransponíveis. Eu leio um artigo hoje, o mesmo daqui um mês e repito a leitura ainda outra vez e posso ter diversos entendimentos. Pior fico se assisto a uma aula sobre o assunto com um bom professor ou leio um artigo sobre tal legislação nalgum site especializado. E olha que eu viajo sóbrio como uma rocha. Se me metesse nessa jornada aberto a outras viagens, enlouqueceria.
Mas chega o momento que encontro um ponto pacífico na discussão que desponta no caminho feito um porto seguro para minha mente. Numa felicidade de Robson Crusoé, sinto a firmeza da terra sob meus pés e sei que finalmente tenho o domínio da situação. Ah!, quão boa não é a sensação do conhecimento! Saio a explorar aquele pedaço de certeza em busca do ar puro, do sol pra queimar minha carcaça, das cachoeiras pra lavar-me a alma e de belas nativas pra festejar a descoberta. Uma nova viagem desponta no horizonte ensolarado de brisa fresca e constante, longe da escuridão da estrada deserta e sem curvas.
É quando encontro a Sexta-Feira.
11.10.07
Pecado.
Um amigo, servidor público, disse-me em meio uma conversa, uma porção de tremoço e algumas ampolas geladas que já não se lembrava de nada sobre algumas matérias que tanto havia estudado enquanto concurseiro.
-Contabilidade, por exemplo, não me lembro picas.
Rapaz, que inveja.
-Contabilidade, por exemplo, não me lembro picas.
Rapaz, que inveja.
4.10.07
Setembro chegou e trouxe mais que a primavera.
Muito mais que jardins floridos, árvores coloridas e pássaros cantantes, setembro despontou no horizonte botando um ou outro espinho no caminho de minha sossegada vida concurseira. Setembro foi um desses meses que classifico como cabuloso. Muitas coisas acontecendo quase que simultaneamente e eu, esse pacato cidadão, me virando como dava. Não foi fácil, mas quer saber da verdade? Foi legal. Acompanhe:
Enfim, os concursos: foram dois, trazendo a esperança do fim de uma calvário estudantil. Porém, chegaram travestidos em provas difíceis, desgastantes e absurdamente concorridas. Salário bom e estabilidade não é só o desejo deste humilde subversivo que vos escreve, mas de milhares e milhares de brasileiros e brasileiras, como já disse aquele velho bigode que não deixa de chupinhar nossa tão esfarrapada República.
De volta ao pelourinho: acabei pegando um frila pra fazer e assim, de repente, estava eu de novo escrevendo Ligue Já, Compre Agora, Não Perca entre outros apelos típicos do mundinho. Foi muito legal e revigorante reencontrar pessoas queridas que continuam na labuta publicitária e são tão importantes pra mim. Rapaz, como eu curto essa galera! E tudo é muito legal, recheado de brincadeiras até a hora que você precisa começar a trabalhar. Aí, quando chegou esse momento fatal, tive que fingir que era adulto.
O óbvio ululante: e o Olavo era mesmo tão ruim quanto todo mundo imaginava. E o Fábio Assunção, que minha vó acha que tem a minha cara, além de ser o cara mais bonzinho do hemisfério sul, mostrou uma coragem de Rambo na perseguição aos vilões. E você achava que concurseiro não via novela, né?
E mais:
No meio disso tudo, ainda fiz aniversário. Sem festa mas com alguma comemoração, completei a data querida entre algumas doses de uísque, um churrasco com duas amigas que aniversariam na mesma data e muitos artigos, incisos, parágrafos e emendas legais.
(E vamos ao Call to Action)
Não perca os próximos fragmentos: em breve, os resultados finais dos concursos que prestei saem oficialmente. Mas já adianto, com os pés cravados no solo, que estou me reorganizando para novas batalhas. No mundão, ir bem na prova não é suficiente para garantir seu espaço na máquina do estado. Tem que ir tão bem quanto aquele japonês que senta lá na primeira fileira.
Ou melhor que o desgraçado.
Enfim, os concursos: foram dois, trazendo a esperança do fim de uma calvário estudantil. Porém, chegaram travestidos em provas difíceis, desgastantes e absurdamente concorridas. Salário bom e estabilidade não é só o desejo deste humilde subversivo que vos escreve, mas de milhares e milhares de brasileiros e brasileiras, como já disse aquele velho bigode que não deixa de chupinhar nossa tão esfarrapada República.
De volta ao pelourinho: acabei pegando um frila pra fazer e assim, de repente, estava eu de novo escrevendo Ligue Já, Compre Agora, Não Perca entre outros apelos típicos do mundinho. Foi muito legal e revigorante reencontrar pessoas queridas que continuam na labuta publicitária e são tão importantes pra mim. Rapaz, como eu curto essa galera! E tudo é muito legal, recheado de brincadeiras até a hora que você precisa começar a trabalhar. Aí, quando chegou esse momento fatal, tive que fingir que era adulto.
O óbvio ululante: e o Olavo era mesmo tão ruim quanto todo mundo imaginava. E o Fábio Assunção, que minha vó acha que tem a minha cara, além de ser o cara mais bonzinho do hemisfério sul, mostrou uma coragem de Rambo na perseguição aos vilões. E você achava que concurseiro não via novela, né?
E mais:
No meio disso tudo, ainda fiz aniversário. Sem festa mas com alguma comemoração, completei a data querida entre algumas doses de uísque, um churrasco com duas amigas que aniversariam na mesma data e muitos artigos, incisos, parágrafos e emendas legais.
(E vamos ao Call to Action)
Não perca os próximos fragmentos: em breve, os resultados finais dos concursos que prestei saem oficialmente. Mas já adianto, com os pés cravados no solo, que estou me reorganizando para novas batalhas. No mundão, ir bem na prova não é suficiente para garantir seu espaço na máquina do estado. Tem que ir tão bem quanto aquele japonês que senta lá na primeira fileira.
Ou melhor que o desgraçado.
