6.11.07

Cadê o Pitta quando se precisa dele?

Não há concurseiro, vivo ou morto, que não tenha ouvido a Fábula da Fila, na qual a empreitada de quem presta concurso público é comparada a tal figura, tão presente na vida do paulistano. Conforme os concursos vão rolando e a galera vai passando, a fila anda. Até que chega a sua hora. Mas pra isso, você não pode sair da fila e pra nela permanecer, deve continuar estudando. Sempre. Como uma espécie de Jó do mundão, o concurseiro permanece paciente, fiel ao seu propósito, esquivando-se das tentações que pintam aqui e acolá.

Largos são os caminhos que levam a tentação!

Pra permanecer na fila, tem que ser perseverante. Perseverança, aliás, é uma das características básicas para que uma pessoa entre no mundão. A outra é saco, mas isso é papo pra outro Fragmento. O de hoje é, na verdade, relacionado a um dos últimos concursos que prestei. Lembra? Eram 16389 candidatos para 20 vagas. Eu fiquei em 845.

845° lugar.

Há algumas formas diferentes de se interpretar este Fragmento. Um otimista dirá sorridente que eu estou entre os 5% dos candidatos mais bem preparados. Um pessimista vai dizer em tom ranzinza que eu deveria ter escrito logo sobre essa história de ter saco. Já o realista, dispensando a bituca num piparote, afirmará sem dó:

-Essa fila é grande pacarai!

1 Comments:

Blogger Carol said...

Perseveranca!

11:19 PM  

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