12.12.07

Teorias

Certa vez, Amaral, um amigo que jamais jogou na volância do Palmeiras ou teve a coluna estrupiada pelo Romário, disse-me que as relações humanas são como pratinhos que você equilibra em varetas, como um profissional circense. Quando um pratinho ameaça cair, cabe a você dar lhe um impulso, uma girada para que ele permaneça em equilíbrio. Até que chega um dia em que você recebe uma ligação de uma garota que conheceu há algumas baladas. Ela vem com um papinho mole, sem muito dizer mas claramente mostrando que está ali e que, quem sabe, algum dia, poderia rolar um choppinho. É quando você se dá conta de que também é um pratinho.

Hoje o meu amigo equilibra um único e adorável prato e se mantêm girando, feliz e menos ranzinza que há alguns anos. Eu não tive a mesma sorte e, pra dizer a verdade, sempre fui melhor palhaço que equilibrista. Pratos que não valiam a pena eu girava com ternura enquanto outros, não tão rasos, eu deixava que se espatifassem no chão. Tudo com muitas cambalhotas, piruetas e trapalhadas. E depois, longe do picadeiro, ouvia o seu Francisco cochichar-me ao pé do ouvido:

-Vida, minha vida, olha o que que eu fiz....

Lembrei disso tudo quando, no final de semana passado, o professor de Comércio Internacional falou sobre a Teoria do Amaral, porém, adaptando-a para o contexto concursal. Ele substituiu os relacionamentos pelas matérias cobradas em concursos públicos e voilà: temos mais uma metáfora do mundão.

Pô, ninguém vai contar uma história que tenha umas cervejas geladas em ampolas de 600ml, uma praia ensolarada com um mar Verde Jeri, uma rede entre as palmeiras e um monte de gostosas com os peitões pra fora abanando o concurseiro aqui?