Buenas e me espalho.
Nada pode ser pior para quem vive em Sampa do que começar a semana com chuva. Com a água que tem cada vez menos escoamento em nosso concreto infinito, o trânsito, que parece ser denso como o Tietê, torna as distâncias oceânicas.
Não que pra mim as condições climáticas façam lá muita diferença. Meu deslocamento em Sampa vem se resumindo a um arrastar preguiçoso de pés do quarto pra sala, da sala pra cozinha e de lá, pego a primeira porta à esquerda, faço o retorno no banheiro e vo-a-lá: cá estou no quarto novamente. Mas nem sempre foi assim e quando meu mundo era o mundinho, vivi várias segundonas como a que desponta no céu acinzentado de hoje. E pra você que chegou agora no trabalho depois de horas no trânsito, não fique puto, injuriada ou de cara amarrada. Pense que há muitas pessoas que estão em uma situação pior que a sua. Gente que não tem a sorte de viver no mesmo lugar que você, que não teve suas oportunidades, que não aproveitou as chances que a vida lhe deu. Gente que tem muitos motivos pra não se sentir bem. Pra se sentir vencido.
Hoje, antes de reclamar da segunda de dilúvio que vivemos na Paulicéia Desvairada de todos nós, pense em quem não tem motivos pra sorrir.
Pense nos argentinos, por exemplo.

E tenha uma segunda esplendorosa!
Não que pra mim as condições climáticas façam lá muita diferença. Meu deslocamento em Sampa vem se resumindo a um arrastar preguiçoso de pés do quarto pra sala, da sala pra cozinha e de lá, pego a primeira porta à esquerda, faço o retorno no banheiro e vo-a-lá: cá estou no quarto novamente. Mas nem sempre foi assim e quando meu mundo era o mundinho, vivi várias segundonas como a que desponta no céu acinzentado de hoje. E pra você que chegou agora no trabalho depois de horas no trânsito, não fique puto, injuriada ou de cara amarrada. Pense que há muitas pessoas que estão em uma situação pior que a sua. Gente que não tem a sorte de viver no mesmo lugar que você, que não teve suas oportunidades, que não aproveitou as chances que a vida lhe deu. Gente que tem muitos motivos pra não se sentir bem. Pra se sentir vencido.
Hoje, antes de reclamar da segunda de dilúvio que vivemos na Paulicéia Desvairada de todos nós, pense em quem não tem motivos pra sorrir.
Pense nos argentinos, por exemplo.

E tenha uma segunda esplendorosa!
