Âncora.
Todas às vezes que vejo o noticiário na TV ou ouço as novas pelo rádio, vivo experiências fantásticas. Basta ouvir uma sigla que a viagem começa. TCU, por exemplo. Basta que as três letrinhas reverberem em meus tímpanos para minha cabeça bombar. Uma série de informações sobre o Tribunal invade minha mente: como ele é formado, como são escolhidos seus membros, quais são suas competências e mais uma avalanche de conceitos e técnicas que só são interrompidas quando ouço outra sigla, tipo STF. E toca meus neurônios irem buscar o que sei sobre nosso Pretório Excelso. Hoje, por exemplo, enquanto eu, armado de Bombril e avental, deixava minha louça brilhando, ouvi alguém no rádio falar em Comissões Especiais do Senado. Bicho, eu simplesmente sabia sobre o que estavam falando. Eu sei como estas tais comissões se formam, em que ocasiões, quais são suas competências e limitações e por que é que o Renan e Roriz têm que dar linha na pipa – embora isso todo mundo sabe, inclusive as próprias excelências.
Outro dia, cheguei ao cúmulo de expressar uma opinião fundamentada quanto a possível inconstitucionalidade de uma proposta de lei, por ferir cláusulas pétreas de nossa Constituição. Cláusulas pétreas implícitas.
Implícitas, bicho, implícitas! Manja o drama? Eu tô sabendo o que é uma Cláusula Pétrea Implícita. E a ponto de formular uma argumentação com tal conceito.
Bicho é sério: tô virando nerd.
Outro dia, cheguei ao cúmulo de expressar uma opinião fundamentada quanto a possível inconstitucionalidade de uma proposta de lei, por ferir cláusulas pétreas de nossa Constituição. Cláusulas pétreas implícitas.
Implícitas, bicho, implícitas! Manja o drama? Eu tô sabendo o que é uma Cláusula Pétrea Implícita. E a ponto de formular uma argumentação com tal conceito.
Bicho é sério: tô virando nerd.
