CF, art. 12.
Tenho um amigo que separa as gerações em duas: a que viu a Copa de 1982 e a das pessoas que não tiveram esta sorte. Eu vi aquele campeonato e por isso, neste 5 de julho, vivo uma data inesquecível: hoje faz 25 anos que a seleção brasileira perdeu a Copa da Espanha num jogo memorável em Sarriá, para o escrete italiano.
A minha geração tinha uma seleção brasileira pra torcer. A gente corria atrás da bola sonhando em jogar no time do coração, fosse ele tricolor, alviverde, negro ou rubro. Minha geração viu o Zico tabelar com o Sócrates, o Éder bombardear zagas adversárias, o Oscar esbanjar categoria na defesa, o Chulapa furar redes com suas bicudas. Minha geração sabe que antes de falar groselhas ao lado do Galvão, o Falcão foi um baita meio campo.
Não pensem que sou um saudosista absoluto. Tenho saudades e vivo minhas nostalgias, mas nada que me faria entrar na máquina do tempo, virar para Martin McFly e dizer:
-Toca pro passado, queridão.
Sem essa.
O que o passado poderia ter me dado, já deu. Trago no peito a alegria das comemorações de Serginho Chulapa, busco sempre as saídas criativas do Careca, trato as pessoas da mesma forma com que Falcão tocava na bola e com a elegância sincera de um passe de calcanhar do Doutor Sócrates. Os que não gosto, boto pra fora de minha vida com a segurança e determinação com que o Oscar defendia a grande área das investidas inimigas. Mas se precisar dar bicuda, dou sem dó. Também não me esqueço das lições de Mestre Telê, com quem aprendi que ser brasileiro é viver lutando contra a corja que nos assola e os maus exemplos que corrompem nossa alma. A vitória fatal não é fácil tampouco rápida, mas é avassaladora. A vitória incontestável deve ser bela, sublime, incorruptível. Jogar feio é pra qualquer um. Ganhar assim, na sacanagem, é mais fácil mas também é mais sem graça, é meio mixuruca.
Se é pra ganhar, vamos ganhar na bola. Foi assim que minha geração aprendeu. Agora me diz: quem perdeu o jogo?
Eu sei. O que me deixa apreensivo é a resposta que a geração de Ronaldinhos pode ter na ponta da língua.
A minha geração tinha uma seleção brasileira pra torcer. A gente corria atrás da bola sonhando em jogar no time do coração, fosse ele tricolor, alviverde, negro ou rubro. Minha geração viu o Zico tabelar com o Sócrates, o Éder bombardear zagas adversárias, o Oscar esbanjar categoria na defesa, o Chulapa furar redes com suas bicudas. Minha geração sabe que antes de falar groselhas ao lado do Galvão, o Falcão foi um baita meio campo.
Não pensem que sou um saudosista absoluto. Tenho saudades e vivo minhas nostalgias, mas nada que me faria entrar na máquina do tempo, virar para Martin McFly e dizer:
-Toca pro passado, queridão.
Sem essa.
O que o passado poderia ter me dado, já deu. Trago no peito a alegria das comemorações de Serginho Chulapa, busco sempre as saídas criativas do Careca, trato as pessoas da mesma forma com que Falcão tocava na bola e com a elegância sincera de um passe de calcanhar do Doutor Sócrates. Os que não gosto, boto pra fora de minha vida com a segurança e determinação com que o Oscar defendia a grande área das investidas inimigas. Mas se precisar dar bicuda, dou sem dó. Também não me esqueço das lições de Mestre Telê, com quem aprendi que ser brasileiro é viver lutando contra a corja que nos assola e os maus exemplos que corrompem nossa alma. A vitória fatal não é fácil tampouco rápida, mas é avassaladora. A vitória incontestável deve ser bela, sublime, incorruptível. Jogar feio é pra qualquer um. Ganhar assim, na sacanagem, é mais fácil mas também é mais sem graça, é meio mixuruca.
Se é pra ganhar, vamos ganhar na bola. Foi assim que minha geração aprendeu. Agora me diz: quem perdeu o jogo?
Eu sei. O que me deixa apreensivo é a resposta que a geração de Ronaldinhos pode ter na ponta da língua.

1 Comments:
Espetacular. As usual.
Tenho lido sempre teu blog. O meu, tá cotidianinho demais pro meu gosto. Mas acho que é porque parei de fumar e de fumar. Tenho que me acostumar.
Espero que esteja tudo bem por aí...
Devo pintar em SP em agosto e ia falar pro Alemão do Arouxe facilitar uma breja pra nós, mas acho que ele vai estar viajando.
Um abraço
FR
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