Plano de Incentivos.

Quando em Jaú, revezo os estudos entre a copa e a cozinha. Mas hoje, em homenagem ao sol estupendo que rasga o céu do Capitão João Ribeiro de Barros, fui estudar no quintal, mais propriamente embaixo do puxadinho ao lado da churrasqueira que tem mais histórias pra contar que a adorável Cheherazade (aquela que por mil e uma noites enrolou um sultão corno e vingativo da velha e boa Bagdá).
E cá estou com um livro de Recursos Humanos, lendo sobre sua administração moderna e voltada para os resultados corporativos e pessoais de cada funcionário. Que beleza!
Há, a minha frente, a Primavera florida que há anos pende seu corpo para a direita sobre o frágil caule, obrigando meu pai a escorá-la com alguns pedaços de madeira. A luz do sol que ilumina cada uma de suas flores, estende-se sobre o gramado cheio de sapos de argila, vestidos com sungas e biquínis e óculos escuros. Os pássaros vêm e vão em busca de farelos e já não estranham as batráquias esculturas que curtem o dia ensolarado no quintal de minha infância.
Atrás de mim há o cheirinho da comida da mama, inconfundível, nostálgico e delicioso. Ouço a panela de pressão cozinhar o feijão preto, um cantarolar baixinho de minha mãe e uma lata de cerveja sendo aberta, denunciando que meu pai tá na área.
Ele fala alguma coisa sobre a neta que veio na Páscoa, minha mãe conta algumas estripulias da pequena, eles riem e se beijam.
Rapaz, que coisa boa.
E cá estou com um livro de Recursos Humanos, lendo sobre sua administração moderna e voltada para os resultados corporativos e pessoais de cada funcionário. Que beleza!
Há, a minha frente, a Primavera florida que há anos pende seu corpo para a direita sobre o frágil caule, obrigando meu pai a escorá-la com alguns pedaços de madeira. A luz do sol que ilumina cada uma de suas flores, estende-se sobre o gramado cheio de sapos de argila, vestidos com sungas e biquínis e óculos escuros. Os pássaros vêm e vão em busca de farelos e já não estranham as batráquias esculturas que curtem o dia ensolarado no quintal de minha infância.
Atrás de mim há o cheirinho da comida da mama, inconfundível, nostálgico e delicioso. Ouço a panela de pressão cozinhar o feijão preto, um cantarolar baixinho de minha mãe e uma lata de cerveja sendo aberta, denunciando que meu pai tá na área.
Ele fala alguma coisa sobre a neta que veio na Páscoa, minha mãe conta algumas estripulias da pequena, eles riem e se beijam.
Rapaz, que coisa boa.

1 Comments:
Que coisa boa.
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