Se for pro gol me chama que eu vou.
O Romário vai fazer mil gols e tem gente achando ruim. Pior: tem brasileiro achando isso o fim da picada. Foi o que escutei de um concurseiro de camisa do Santos, no intervalo da aula de Tributário:
-Não agüento mais esse papo de mil gols do Romário.
Não entendi como um cara que gosta de futebol quer mudar de assunto. Mil gols, bicho, é gol pra cacete. Um cara que faz mil gols é um cara extraordinário.
É o cara.
-Mas a Fifa não reconhece todos os gols dele.
Ah, a Fifa. Lá vem essa porcaria de instituição menosprezar nossos feitos. Disse pro alvinegro praiano que a gente não deveria dar muita bola para o que diz um órgão que só tem olhos e cuidados para os europeus de cintura dura. Encarei o santista com uma certa ironia antes de lançar mão de minha poderosa base argumentativa:
-Caguei pra Fifa, bicho.
E é. Pô, como diz um amigo, cientista, filósofo e ateu praticante: se a Fifa não reconhece todos os gols do Baixinho, pior pra ela.
A aula estava prestes a recomeçar e a discussão longe de acabar. Ela correu pelo pátio, subiu as escadas, entrou na sala junto da gente, só parando quando fomos nos sentar em nossas respectivas carteiras. E o sujeito, que já julgo ser um desses vira latas Rodriguianos, batendo o pé contra o Romário.
Eu não entendo, juro que não entendo.
Se ele fez mil gols ou não, que se dane. E daí se ele fez 950? 800? Que mania de exigir o preto no branco onde as cores são fundamentais. Pedir que tudo seja concreto num campo onde a o sonho e os pontos dados nos contos são o que de fato importa. Se pra todo lance a gente exigir um tira-teima, o futebol vai ficar um saco.
No mais, vai exigir as verdades absolutas de seu deputado, ô viúva do Pelé!
Fiquei meio puto, confesso, e cheguei a pensar em desejar ao caiçara que prestasse mil concursos antes de entrar, só pra ficar esperto. Chacoalhei a cabeça e exorcizei o pensamento nefasto.
Prestar mil concursos é praga que não se roga. Nem em pensamento.
-Não agüento mais esse papo de mil gols do Romário.
Não entendi como um cara que gosta de futebol quer mudar de assunto. Mil gols, bicho, é gol pra cacete. Um cara que faz mil gols é um cara extraordinário.
É o cara.
-Mas a Fifa não reconhece todos os gols dele.
Ah, a Fifa. Lá vem essa porcaria de instituição menosprezar nossos feitos. Disse pro alvinegro praiano que a gente não deveria dar muita bola para o que diz um órgão que só tem olhos e cuidados para os europeus de cintura dura. Encarei o santista com uma certa ironia antes de lançar mão de minha poderosa base argumentativa:
-Caguei pra Fifa, bicho.
E é. Pô, como diz um amigo, cientista, filósofo e ateu praticante: se a Fifa não reconhece todos os gols do Baixinho, pior pra ela.
A aula estava prestes a recomeçar e a discussão longe de acabar. Ela correu pelo pátio, subiu as escadas, entrou na sala junto da gente, só parando quando fomos nos sentar em nossas respectivas carteiras. E o sujeito, que já julgo ser um desses vira latas Rodriguianos, batendo o pé contra o Romário.
Eu não entendo, juro que não entendo.
Se ele fez mil gols ou não, que se dane. E daí se ele fez 950? 800? Que mania de exigir o preto no branco onde as cores são fundamentais. Pedir que tudo seja concreto num campo onde a o sonho e os pontos dados nos contos são o que de fato importa. Se pra todo lance a gente exigir um tira-teima, o futebol vai ficar um saco.
No mais, vai exigir as verdades absolutas de seu deputado, ô viúva do Pelé!
Fiquei meio puto, confesso, e cheguei a pensar em desejar ao caiçara que prestasse mil concursos antes de entrar, só pra ficar esperto. Chacoalhei a cabeça e exorcizei o pensamento nefasto.
Prestar mil concursos é praga que não se roga. Nem em pensamento.

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