Não faz mal, não faz mal.
Desde que decidi ser funcionário público, venho observando a reação das pessoas quando descobrem minha atividade:
-Eu estudo pra prestar concurso público.
-Ah.
Esse “ah” pode refletir desprezo, admiração, indiferença. Pode mostrar que a pessoa que me olha com o “ah” na boca me julga um bunda-mole, um cara determinado, um medíocre, um vagabundo, um frustrado ou um oportunista. Pode expressar um “ah, que cara louco!” ou um “ah, que precavido...”, um espontâneo “ah, espertão!” ou ainda o famoso e habitual “ah tá, seu bosta.”.
Acho que eu sou um pouco disso tudo. Mas agora, pensando bem, neste exato momento, eu só posso dizer uma coisa:
-Ah! Cabou o papel higiênico.
E ao fundo, os sinos dobram.
-Eu estudo pra prestar concurso público.
-Ah.
Esse “ah” pode refletir desprezo, admiração, indiferença. Pode mostrar que a pessoa que me olha com o “ah” na boca me julga um bunda-mole, um cara determinado, um medíocre, um vagabundo, um frustrado ou um oportunista. Pode expressar um “ah, que cara louco!” ou um “ah, que precavido...”, um espontâneo “ah, espertão!” ou ainda o famoso e habitual “ah tá, seu bosta.”.
Acho que eu sou um pouco disso tudo. Mas agora, pensando bem, neste exato momento, eu só posso dizer uma coisa:
-Ah! Cabou o papel higiênico.
E ao fundo, os sinos dobram.

1 Comments:
Cara, adoro teus textos. E vamos estudar, que é o que vai no salvar e dar dinheiro para passar a vida á toa indo ao Beira-Rio e ao Morumbi. Abraços.
Postar um comentário
<< Home