Impressões.
Todas as segundas-feiras bato uma bola com a rapaziada. Sou um craque, modéstia a parte. Na última peleja, machuquei o pulso em dois tombos seguidos, fazendo com que eu tenha que andar com uma atadura um volta do braço. Digo isso por que ontem de manhã, antes de entrar na aula que não tive, tomei um café e comi um enroladinho de presunto e queijo no botequim que sempre o fazia quando tinha aulas no primeiro semestre. Todos os dias, dez pras oito, lá estava eu. Ontem, não foi diferente:
-Um espresso e um enroladinho.
Colega, a simpática pernambucana que sempre me atendeu e já sabia decor o que eu queria, não só me reconheceu ontem como me perguntou como andavam as coisas:
-Bem Colega, tudo beleza.
-Tu tava de férias, é? Andou sumido.
-Nada... quem me dera, Colega, quem me dera. Eu estava resolvendo uns problemas na minha terra.
Instintivamente ela olhou meu pulso enfaixado. Sorriu meio desconfiada e trouxe-me o café quando o enroladinho já estava pela metade. Minutos depois, quando eu me preparava para ir a aula, flagrei-a me olhando, como quem tenta adivinhar quais problemas eu estaria resolvendo. Que querelas teria esse cara que some por meses e volta com o braço enfaixado?
Despedi-me tentando fazer cara de mal. Creio que cuspi de lado e dei um leve soco no balcão. Resmunguei algo para o caixa enquanto esperava o troco e me mandei, soltando uma despedida fatal:
-É nóis, Colega.
É bem mais legal passar por um malvado encrenqueiro do que um doce bailarino.
-Um espresso e um enroladinho.
Colega, a simpática pernambucana que sempre me atendeu e já sabia decor o que eu queria, não só me reconheceu ontem como me perguntou como andavam as coisas:
-Bem Colega, tudo beleza.
-Tu tava de férias, é? Andou sumido.
-Nada... quem me dera, Colega, quem me dera. Eu estava resolvendo uns problemas na minha terra.
Instintivamente ela olhou meu pulso enfaixado. Sorriu meio desconfiada e trouxe-me o café quando o enroladinho já estava pela metade. Minutos depois, quando eu me preparava para ir a aula, flagrei-a me olhando, como quem tenta adivinhar quais problemas eu estaria resolvendo. Que querelas teria esse cara que some por meses e volta com o braço enfaixado?
Despedi-me tentando fazer cara de mal. Creio que cuspi de lado e dei um leve soco no balcão. Resmunguei algo para o caixa enquanto esperava o troco e me mandei, soltando uma despedida fatal:
-É nóis, Colega.
É bem mais legal passar por um malvado encrenqueiro do que um doce bailarino.

1 Comments:
E aí cara. tudo bom? Legal que gosou dos meus textos, os teus são ótimos, viu? E nessa final, que vença o melhor esde que seja o Inter, hehehe! Concurseiro também, é? Nem me fale... Hehehe. Abraço.
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