D de ditadura.
Fiz e refiz os cálculos, montei esquemas a juros comerciais, busquei inúmeras formas de resolver o impasse financeiro que se apresentava em minha apostila, repleta de exercícios amotinados, a espera de um deslize, de uma distração minha. Calculei aquele mesmo desconto por sete vezes. Em desespero, cheguei ao cúmulo de esboçar um gráfico no canto da página. Sete vezes. Soltei o lápis, espreguicei-me e tomei mais um gole d’água. Nas sete tentativas, encontrei o mesmo resultado: alternativa C.
Porém, o gabarito, alheio a minha luta, tinha uma visão do problema bem diferente e apontava, com um silêncio arrogante, a letra D como único caminho a ser trilhado.
Meus direitos eram totalmente ignorados por esta entidade autoritária que se fazia surda aos meus anseios e sonhos de um futuro melhor. Um futuro livre e cheio de esperança. Frente aquela espécie de Médici dos resultados da Matemática Financeira, recorri a uma velha companheira dos tresloucados tempos universitários e que hoje vive na clandestinidade de meus estudos: a calculadora.
Com ela, alcancei a assombrosa marca de nove tentativas. Não tentei a décima. Estava encurralado. Nem mesmo a calculadora, experiente militante nesse tipo de conflito, poderia me ajudar. Devolvi-a ao exílio de uma gaveta pouco utilizada.
De repente, eu estava num Estado de Sítio mental.
Levantei-me e, e juntando os cacos de minha soberania, encarei a apostila e mandei aquele o exercício à merda.
Porém, o gabarito, alheio a minha luta, tinha uma visão do problema bem diferente e apontava, com um silêncio arrogante, a letra D como único caminho a ser trilhado.
Meus direitos eram totalmente ignorados por esta entidade autoritária que se fazia surda aos meus anseios e sonhos de um futuro melhor. Um futuro livre e cheio de esperança. Frente aquela espécie de Médici dos resultados da Matemática Financeira, recorri a uma velha companheira dos tresloucados tempos universitários e que hoje vive na clandestinidade de meus estudos: a calculadora.
Com ela, alcancei a assombrosa marca de nove tentativas. Não tentei a décima. Estava encurralado. Nem mesmo a calculadora, experiente militante nesse tipo de conflito, poderia me ajudar. Devolvi-a ao exílio de uma gaveta pouco utilizada.
De repente, eu estava num Estado de Sítio mental.
Levantei-me e, e juntando os cacos de minha soberania, encarei a apostila e mandei aquele o exercício à merda.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home