15.3.06

Desejos.

Oitenta e seis, pega o oito. Oito vezes dois, dezesseis; oito vezes um, oito com quatro, doze para dezessete cinco. Seis vezes oito, seis vezes oito, seis vezes oito...puta merda! Seis vezes oito... que horas são? Pára e se concentra, vamos lá: seis vezes oito: quarenta e dois. Quarenta e dois? Seis vezes sete sim, quarenta e dois, seis vezes oito é igual a quarenta e oito. Isso! Quarenta e oito com um, quarenta e nove pra quarenta e sete... passou. Tenta o sete. Sete vezes um sete, sete com quatro, onze pra dezessete, seis. Seis vezes sete, quarenta e dois... telefone. Deixa eu atender.

Onde estava? Quarenta e dois para quarenta e sete, cinco. Sete vezes três vinte e um, com quatro vinte e quatro pra trinta e dois, oito. Sete vezes cinco trinta e cinco... eu adoro a tabuada do cinco... se todas elas fossem iguais a você... concentração, bicho! Concentração: sete vezes cinco, trinta e cinco com dois trinta e sete pra trinta e oito, um. Um não dá. Mete a vírgula, bota um zero, outro e outro. Tenta o nove. Não dá... calma. Será? Nove..hum... vamos ver, vamos ver... não dá. Acho que nem o oito. Oito... puta que pariu!
Levanto-me para tomar uma água tentando desviar os olhos da calculadora que repousa impunemente sobre a apostila de Direito Comercial. Houve uma época em que eu tinha tentações bem mais divertidas.