16.3.06

Reconhecimento.

Não era a careca.
Não eram os olhos tristes.
Não era a pança que ele tentava, quase que em desespero, segurar dentro das roupas sóbrias.
Não era a forma como caminhava.
Não era a letra com que escrevia na lousa, redondas, legíveis, típicas de mãos que obviamente freqüentaram cadernos de caligrafia na infância.
Não era seu nome.
Eram suas piadas e o tom de voz que usava para contá-las.
Não havia mais dúvidas. Eu o conhecia perfeitamente.
Professor Engraçadinho era mais um desses profundos chatos.