Partidas dobradas.
Um imprevisto fez com que eu abandonasse os exercícios do Capítulo V do meu famigerado livro de contabilidade e fosse para a rua solucionar um problema extra-estudo.
Chego no metrô, sento-me numa janela e assim que entra uma loirinha de belos olhos azuis, tenho que sair do vagão dando-lhe um assento e um sorriso sincero. Subo escadas rolantes andando pela esquerda onde sempre há retardatários e me mando pelas calçadas da Paulicéia que já está desvairada as 4 da tarde – e olha que nem chove. Passo desviando dos camelôs parados e de algumas pessoas que andam numa vagarosidade que me dá nos nervos. Equlibro-me na sarjeta pra ver se ganho espaço e tempo, passo num salto para o meio-fio, sempre com um olho num possível espaço na calçada e outro nos motoqueiros que também buscam os cantos da rua para desviarem dos carros. A correria aqui é a lei.
Sempre que estou circulando na adrena, esbarro em pessoas que caminham sossegadas a passos campestres que tanto destoa de minha pressa em resolver logo a tal querela e voltar ao meu martírio contábil.
Tenho saudades de passear por São Paulo e, como Quintana, sinto uma dor infinita das ruas que não andei.
Sampa é sempre assim quando você circula por suas vias miscigenadas: ou está apressado, buscando ultrapassar pedestres que lhe soam a bestas vagarosas, ou a besta é você que caminha tranqüilamente na frente dalgum apressado cheio de contratempos a serem resolvidos.
Chego no metrô, sento-me numa janela e assim que entra uma loirinha de belos olhos azuis, tenho que sair do vagão dando-lhe um assento e um sorriso sincero. Subo escadas rolantes andando pela esquerda onde sempre há retardatários e me mando pelas calçadas da Paulicéia que já está desvairada as 4 da tarde – e olha que nem chove. Passo desviando dos camelôs parados e de algumas pessoas que andam numa vagarosidade que me dá nos nervos. Equlibro-me na sarjeta pra ver se ganho espaço e tempo, passo num salto para o meio-fio, sempre com um olho num possível espaço na calçada e outro nos motoqueiros que também buscam os cantos da rua para desviarem dos carros. A correria aqui é a lei.
Sempre que estou circulando na adrena, esbarro em pessoas que caminham sossegadas a passos campestres que tanto destoa de minha pressa em resolver logo a tal querela e voltar ao meu martírio contábil.
Tenho saudades de passear por São Paulo e, como Quintana, sinto uma dor infinita das ruas que não andei.
Sampa é sempre assim quando você circula por suas vias miscigenadas: ou está apressado, buscando ultrapassar pedestres que lhe soam a bestas vagarosas, ou a besta é você que caminha tranqüilamente na frente dalgum apressado cheio de contratempos a serem resolvidos.

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