Passando a limpo.
Eu gosto de rabiscar enquanto penso. Isso não quer dizer que eu sou inteligente ou que pense em coisas boas, produtivas ou profundas. Isso, na verdade, só quer dizer o que está dito, ou seja, que eu gosto de rabiscar enquanto penso.
Eu também gosto de pensar. Isso também não quer dizer nada além de uma coisa que gosto de fazer. Pensar é, como diz a velha canção, meu exercício predileto. Nessas, rabisco um bocado.
Por conta dessa minha prática, sempre tive em casa muito papel para rascunho que pegava nas agências em que trabalhei. Aquelas pilhas de papel esquecidas nas impressoras sempre foram parar em meu quarto. Folhas A4, A3, Letter de várias gramaturas e brilhos. Elas se empilhavam ao lado de minha mesa e, uma a uma, eram tomadas por meus rabiscos.
De um lado meus pensamentos. Do outro, trabalhos esquecidos na impressora.
Hoje eles me são muito úteis. Aliás, mais úteis do que na época em que pensar era um mero exercício. Faço inúmeros resumos das matérias que estudo utilizando as tais folhas de rascunho que fui acumulando ao longo de minha brilhante carreira publicitária. É curioso, pois não é só trabalho que a rapaziada esquecia na impressora. Tem todo o tipo de assunto: extratos bancários, convites para festinhas de aniversário enviados por e-mail (com mapinhas de como chegar à balada), piadas, contratos, sites de imobiliárias com informação de casas para alugar na praia (e na Bahia), tabela de preços dos serviços da agência... aliás, numa delas, um e-mail que escrevi valeu 2 mil. Então quer dizer que alguém paga 2 barões pra eu escrever um e-mail que vende assinatura de jornal? E depois reclamam da crise econômica... faça-me o favor.
Sei que enquanto estudo e tento entender o que leio, faço meus resumos e anotações de um lado do papel, enquanto do outro ruge meu passado a cores ou em preto e branco. É curioso ter de um lado um resumo de Legislação Trabalhista, de outro um Briefing que solicitava um trabalho para ser entregue no início do outro dia – o que me custou uma madrugada inteira. E que se dane o período de descanso entre uma e outra jornada de trabalho.
Nessas, escrevo meu futuro nas costas do meu passado.
Filosofiazinha barata, né não?
Eu sei.
Mas e daí?
O que importa é que dessa pilha de folhas que trago comigo, rascunhos de minha própria vida, há páginas que me arrancam sorrisos, outras boas recordações, umas nada me dizem e têm aquelas que me gelam a espinha. Há ainda as que eu amasso e jogo fora sem que levem para o lixo um único rabisco meu.
Tem coisas que não servem pra nada.
Eu também gosto de pensar. Isso também não quer dizer nada além de uma coisa que gosto de fazer. Pensar é, como diz a velha canção, meu exercício predileto. Nessas, rabisco um bocado.
Por conta dessa minha prática, sempre tive em casa muito papel para rascunho que pegava nas agências em que trabalhei. Aquelas pilhas de papel esquecidas nas impressoras sempre foram parar em meu quarto. Folhas A4, A3, Letter de várias gramaturas e brilhos. Elas se empilhavam ao lado de minha mesa e, uma a uma, eram tomadas por meus rabiscos.
De um lado meus pensamentos. Do outro, trabalhos esquecidos na impressora.
Hoje eles me são muito úteis. Aliás, mais úteis do que na época em que pensar era um mero exercício. Faço inúmeros resumos das matérias que estudo utilizando as tais folhas de rascunho que fui acumulando ao longo de minha brilhante carreira publicitária. É curioso, pois não é só trabalho que a rapaziada esquecia na impressora. Tem todo o tipo de assunto: extratos bancários, convites para festinhas de aniversário enviados por e-mail (com mapinhas de como chegar à balada), piadas, contratos, sites de imobiliárias com informação de casas para alugar na praia (e na Bahia), tabela de preços dos serviços da agência... aliás, numa delas, um e-mail que escrevi valeu 2 mil. Então quer dizer que alguém paga 2 barões pra eu escrever um e-mail que vende assinatura de jornal? E depois reclamam da crise econômica... faça-me o favor.
Sei que enquanto estudo e tento entender o que leio, faço meus resumos e anotações de um lado do papel, enquanto do outro ruge meu passado a cores ou em preto e branco. É curioso ter de um lado um resumo de Legislação Trabalhista, de outro um Briefing que solicitava um trabalho para ser entregue no início do outro dia – o que me custou uma madrugada inteira. E que se dane o período de descanso entre uma e outra jornada de trabalho.
Nessas, escrevo meu futuro nas costas do meu passado.
Filosofiazinha barata, né não?
Eu sei.
Mas e daí?
O que importa é que dessa pilha de folhas que trago comigo, rascunhos de minha própria vida, há páginas que me arrancam sorrisos, outras boas recordações, umas nada me dizem e têm aquelas que me gelam a espinha. Há ainda as que eu amasso e jogo fora sem que levem para o lixo um único rabisco meu.
Tem coisas que não servem pra nada.

1 Comments:
Muito bom.
Dá até dó de passar a limpo.
Abs
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