Viva o povo brasileiro.
O juiz apita o final do jogo e antes dos portugueses caírem no choro, já estou no elevador. Ganho a rua na direção da Rainha da Jabaquara, a padoca que mais gosto em meus arredores que, por ironia do destino ou da raça, tem como proprietário um japonês. Encosto no balcão, cumprimento o Zé, um santista que faz mistos quentes recheadíssimos, e peço meu café espresso. Fico de bobeira por ali, olhando o movimento em busca de uma última distração antes de voltar aos estudos e encarar mais algumas horas de Direito Administrativo. E foi assim, passando os olhos entre pães franceses, Carolinas, sonhos e suspiros, que vi, no caixa, o dono da panificadora inconformado. Blasfemava, xingava e, creiam, estava corado de raiva.
O japonês,não sei se por força do ofício, por raiva da França ou simpatia ao Felipão, não se conformava com a derrota portuguesa e desejava ao juiz da peleja e a sua mãe, toda a sorte de fatalidades.
Jamais, em toda minha vida, havia visto uma prova tamanha da miscigenação.
O japonês,não sei se por força do ofício, por raiva da França ou simpatia ao Felipão, não se conformava com a derrota portuguesa e desejava ao juiz da peleja e a sua mãe, toda a sorte de fatalidades.
Jamais, em toda minha vida, havia visto uma prova tamanha da miscigenação.

1 Comments:
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